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title: "O que os seus vizinhos procuram no Google antes de o contratar (e como descobrir isso de graça)"
description: "Os seus clientes não procuram como você pensa. Descubra de graça as palavras que eles escrevem no Google e onde colocá-las no seu site para que o encontrem."
date: "2026-10-25"
category: "SEO local"
keywords: "o que as pessoas procuram no google, palavras-chave negócio local, pesquisas dos clientes, aparecer no google de graça, palavras-chave para o meu site"
portada: "/portadas/portada-lo-que-buscan-tus-vecinos-en-google.webp"
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Um canalizador de Telde disse-me uma vez: «eu sei bem, as pessoas procuram *canalizador*». Era ele que procurava isso. Os clientes dele escreviam coisas como *a minha casa de banho está inundada*, *preço para desentupir esgoto* ou *canalizador urgente domingo*. O site dele tinha a palavra «canalizador» uma única vez, no logótipo. Estava há dois anos sem uma chamada vinda do Google.

Isto não é um problema do ofício dele. É o problema mais comum dos sites de pequenos negócios: o site fala a língua do dono e os clientes procuram na deles. E não há forma de acertar por intuição, porque ninguém sabe como procura outra pessoa até o ver escrito.

A boa notícia é que essas palavras estão à vista, de graça, e descobrem-se em menos de meia hora. É assim que se faz.

## O problema: você descreve o seu ofício, eles descrevem a urgência deles

Você pensa em categorias: canalização, climatização, remodelações completas. Eles pensam no problema concreto, no momento concreto: o esquentador que faz um barulho estranho numa sexta à noite, a fatura da luz, o orçamento de que precisam antes de sexta.

O Google não adivinha. O Google compara palavras. Se o seu site não contém as palavras que a pessoa escreve, não aparece, por muito bom que seja no que faz. Não há mais mistério: é correspondência de termos, mais uma série de sinais de confiança que vêm depois.

Por isso a pergunta certa não é «o que sei fazer?», mas «o que escreveria alguém da minha cidade às onze da noite com este problema?».

## Onde estão as palavras verdadeiras (e não custa nada)

### 1. O motor de busca diz-lhe enquanto escreve

Abra o Google no telemóvel e comece a escrever o seu ofício, sem tocar em procurar. As sugestões que aparecem são pesquisas reais de pessoas reais, ordenadas por frequência. Experimente três variantes:

- O seu ofício isolado: *chaveiro*.
- O seu ofício mais intenção: *chaveiro urgente*, *chaveiro preço*, *chaveiro barato*.
- O seu ofício mais a sua cidade ou bairro: *chaveiro Telde*, *chaveiro perto de mim*.

E o truque que quase ninguém usa: acrescente mais uma letra no fim (*chaveiro a*, *chaveiro c*, *chaveiro p*) e verá como se abrem ramos novos. Faça também no navegador do computador, que às vezes sugere de forma diferente do telemóvel.

### 2. As pesquisas relacionadas no fim da página

Procure o seu ofício, desça até ao fim da página de resultados e olhe para o bloco «Pesquisas relacionadas». São consultas que o Google considera parecidas com a sua. Costuma haver ali perguntas do tipo *quanto custa*, *o que é preciso*, *de quanto em quanto tempo*, que são ouro para um site, porque são literalmente as dúvidas que travam uma chamada.

### 3. Search Console: o que já o estão a procurar

Se o seu site já existe e tem Search Console instalada (é gratuita), entre em **Desempenho → Resultados de pesquisa** e olhe para o separador **Consultas**. Ali está a lista do que as pessoas escreveram no Google antes de ver o seu site.

O dado mais valioso não são os cliques. São as consultas com muitas impressões e zero cliques: significa que aparece, que as pessoas se interessam por esse tema e que o seu título não convence, ou que está na página quatro. Cada uma dessas consultas é um artigo ou uma secção que lhe falta.

Se não tem Search Console, é a primeira coisa a instalar. Sem ela está a conduzir de noite com as luzes apagadas.

### 4. A ficha do Google: como o encontram

No seu Perfil de Empresa do Google, a secção de desempenho separa três coisas: pesquisas diretas (procuram o seu nome), de descoberta (procuram o seu ofício e você aparece) e de marca no Maps. Se as de descoberta estiverem quase a zero, a sua ficha está mal categorizada ou faltam-lhe serviços. E se 90 % forem diretas, só o encontra quem já o conhece: não está a captar ninguém novo.

### 5. Pergunte a quem liga

Isto é bom senso e faz-se pouquíssimo. Quando entrar uma chamada, pergunte: «como é que nos encontrou?». E se foi no Google: «o que escreveu?». Em duas semanas terá as três expressões que mais lhe trazem, contadas por quem as escreveu. Vale mais do que qualquer ferramenta paga.

## As três pesquisas que um cliente faz (e o que cada uma precisa)

Quase tudo o que se escreve cai num destes três cestos:

1. **«O que é / como se faz».** *Porque é que o esgoto cheira mal.* É alguém com o problema, ainda sem decidir. Não quer um orçamento, quer perceber. Aqui não se vende: explica-se, e ganha-se a confiança para a visita seguinte.
2. **«Quanto custa / orçamento».** *Preço para trocar esquentador.* Já sabe o que quer e está a comparar. Esta pessoa precisa de números, prazos e garantia, não de um parágrafo de filosofia.
3. **«Perto de mim / urgente / hoje».** *Canalizador urgente perto de mim.* Quer ligar já. É esta que paga as contas e é a que é pior atendida: se o seu telefone não está visível quando a página carrega, ele já foi para o seguinte.

A sua página inicial pode atender sobretudo a terceira (serviço, zona, telefone, botão). As outras duas atendem-se com páginas ou artigos. E não é preciso ter tudo no primeiro dia.

## O erro clássico: falar na língua do ofício

Cada profissão tem um vocabulário que o cliente não usa. Você diz *climatização*, eles escrevem *ar condicionado*. Você diz *instalação de pavimento contínuo*, eles escrevem *tirar o chão velho*. Você diz *gestão integral do património*, eles escrevem *administrador de condomínios*.

Regra prática: as palavras do ofício podem ficar no site, mas não podem ser a única versão. Escreva cada conceito duas vezes, uma em técnico e outra em linguagem de rua. É a diferença entre um site que parece um catálogo e um site que responde.

## Onde colocar essas palavras no seu site

Com uma lista de dez expressões já pode fazer muito, sem ferramentas e sem orçamento:

- **No título da página inicial**, aquele que se vê no separador e no Google: serviço + cidade, em linguagem normal.
- **No primeiro parágrafo**, numa frase que se leia bem. Se soar forçada, não serve.
- **Uma secção por serviço**, com o nome que o cliente usa como título.
- **Na ficha do Google**, na descrição e na lista de serviços.
- **Nas perguntas frequentes**, com as dúvidas do bloco de «pesquisas relacionadas».

O que não funciona é repetir a palavra vinte vezes. Isso é detetado como ruído e não ajuda: o site tem de soar a pessoa, não a lista de termos.

## Um exercício de meia hora

1. Escreva dez formas como um cliente pediria o que você faz, tal como o diria a um amigo por WhatsApp.
2. Escreva sete delas no Google e anote o que o motor sugere.
3. Fique com as três que mais se repetem e com as três que mais se parecem com «urgente» ou «preço».
4. Verifique se essas palavras aparecem hoje no seu site. Se não aparecem, já sabe o que mudar no fim de semana.

Se quiser o enquadramento geral, está em [o que é o SEO local e como funciona](/blog/pt/seo-local-que-es-y-como-funciona). E se o que o preocupa é a posição, em [porque é que o seu concorrente aparece antes no Google](/blog/pt/por-que-tu-competencia-sale-antes-en-google) está o resto da história.

## Se preferir que alguém veja isto

Descobrir as palavras é a parte fácil. O que custa é reescrever o site para que as use sem soar a robô, e decidir o que fica na página inicial e o que vai para uma página à parte.

Nós começamos sempre por aí: olhar para o que procura a gente da sua zona, ver o que diz hoje no seu site e propor as mudanças concretas. Se quiser, [peça uma proposta de design gratuita](/solicita-web/pt) e dizemos-lhe que palavras usar, que secções faltam e o que não precisa de ser tocado, sem compromisso.
